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Festas Populares

 

A Bahia é uma festa o ano todo. Os festejos populares se sucedem, concentrados no Verão, mas se estendendo por todo o ano, incluindo as festas juninas. As manifestações folclóricas, de diversas origens se proliferam com exibições ao ar livre de capoeira, maculelê e samba-de-roda. Milhares de pessoas vão às ruas celebrar os santos padroeiros. Além de popular, essas festas se caracterizam pelo sincretismo religioso e pela mistura de elementos sagrados e profanos.

Toda a fé do baiano se manifesta no ciclo de festas populares, desde as comemorações dos orixás do candomblé, quando todos os terreiros da cidade batem seus tambores para seus filhos-de-santo dançarem, até as festas da religião católica, que ganham um cunho profano com muito samba-de-roda e barracas padronizadas que servem bebidas e comidas variadas.

Esse clima de festa impregna toda a cidade, desde a manhã até a noite, mas no início de dezembro, a programação se intensifica. O ciclo tem início no dia 4 de dezembro, com a Festa de Santa Bárbara, e tem seu ápice da Lavagem do Bonfim, na Festa de Iemanjá e no Carnaval. Atualmente, as mais tradicionais são: Bom Jesus dos Navegantes, Lavagem do Bonfim e Iemanjá. Veja a seguir o calendário festivo:

 

 

CALENDÁRIO DE FESTAS

 

Bom Jesus dos Navegantes

Bom Jesus dos Navegantes Bom Jesus dos Navegantes - Fonte: TurismoBahia Bom Jesus dos Navegantes - Fonte: TurismoBahiaTradicional celebração popular, a Festa tem origem portuguesa, datando de 1750. O evento inclui duas procissões marítimas: a primeira, no dia 31 de dezembro, faz o percurso Largo da Boa Viagem/Basílica da Conceição da Praia; a segunda, no dia 1º de janeiro - uma das mais populares da cidade - conta com centenas de embarcações acompanhando a Galeota Gratidão do Povo, que conduz a imagem de Nosso Senhor dos Navegantes pelas águas da Baía de Todos-os-Santos, desde o cais do Segundo Distrito Naval até a praia da Boa Viagem. O evento é precedido por tríduo, missa solene e festa de largo, que se transforma em um verdadeiro Réveillon popular na noite de 31 de dezembro e 1º de janeiro.

 

Data: 31 de dezembro e 1° janeiro

Acontece em: Salvador



Festa da Lapinha – Reis

Terno de Reis-Lapinha Terno de Reis-Lapinha - Foto: João Ramos Terno de Reis-Lapinha - Foto: João RamosFesta tradicional de origem portuguesa, simboliza a visita dos Reis Magos ao Menino Jesus. É a festa que marca o fim dos festejos natalinos. A programação é composta de celebração de missas, no dia 06 de janeiro, visitação ao presépio no interior da Igreja da Lapinha, festa de Largo e apresentação de “Ternos de Reis”.

Em Salvador, o ápice da festa acontece no dia 05 de janeiro, quando ocorre o desfile dos Ternos de Reis vindos de diversos locais da cidade. No desfile, os fiéis vestem-se de fantasias e instrumentos, representando os três Reis Magos e outros personagens, através da música, da dança e dos versos. Um dos ternos mais tradicionais é o de Rosa Menina, criado em 1945, que vem do bairro de Pernambués.

Além do presépio vivo, abordando temas sociais diversos, são armadas barracas para a comercialização de bebidas, comidas típicas e jogos, que dão o tom profano à festa.

 

Data: 5 e 6 de Janeiro

Acontece em: Salvador

 


Lavagem do Bonfim

Lavagem do Bonfim Lavagem do Bonfim - Foto: Rita Barreto Lavagem do Bonfim - Foto: Rita Barreto

A principal festa religiosa da Bahia e segunda maior manifestação popular do Brasil, a Lavagem do Bonfim, acontece na segunda quinta-feira após o Dia de Reis. As homenagens tiveram início em 1754, quando a imagem do Senhor Crucificado – trazida em 1745 pelo Capitão do Mar e Guerra da Marinha Portuguesa, Teodósio Rodrigues – foi transferida da Igreja da Penha, em Itapagipe, para a sua própria Igreja, na Colina Sagrada.

Baianas vestidas com trajes típicos dão início ao ritual, carregando vasos com água-de-cheiro (mistura de seiva de alfazema com água de flores) para lavar as escadarias e o adro do templo. Milhares de pessoas participam da celebração, vestidas de branco em homenagem a Oxalá, divindade do candomblé que é associada ao Senhor do Bonfim. Enquanto as baianas lavam os degraus da escadaria, os fiéis cantam o hino de louvor ao Senhor do Bonfim.

A tradição de lavar o adro da igreja com água-de-cheiro nasceu do trabalho dos escravos, que faziam a preparação do local para a novena em louvor ao Senhor Crucificado. A lavagem foi proibida pela Arquidiocese de Salvador, em 1889, mas voltou a ser realizada nos anos 1950, com a participação de adeptos do Candomblé. Hoje, reúne fiéis de todas as crenças e credos.

 

Data móvel: Segunda quinta-feira de janeiro

Acontece em: Salvador

 

 

Segunda-Feira Gorda da Ribeira

Segunda Gorda Ribeira Segunda Gorda Ribeira - Fotos: Manuela Cavadas Segunda Gorda Ribeira - Fotos: Manuela CavadasTradição na cidade de São Salvador, a chamada “Segunda-feira Gorda da Ribeira” antecede os festejos carnavelescos na capital baiana. Ocorre logo após a Lavagem do Bonfim – é uma extensão da festa mais tradicional de Salvador.

Com uma vista privilegiada para o mar que se estende por toda a orla do bucólico bairro da Ribeira, na Cidade Baixa, milhares de barracas – transferidas do Largo do Bonfim, palco da famosa Lavagem em homenagem ao Senhor do Bonfim – comercializam bebidas e comidas típicas e fazem a alegria dos presentes. A festa ocorre em plena segunda-feira, regada a muita música, batucada e apresentações folclóricas.

 

Data móvel: Segunda-feira após a Lavagem do Bonfim

Acontece em: Salvador

 

 

Festa de Iemanjá

Festa de Iemanjá Festa de Iemanjá - Foto: Rita Barreto Festa de Iemanjá - Foto: Rita Barreto

 

Nem o sol intenso, nem o forte calor, nem um tempo de espera de mais de duas horas na fila para ver o presente principal, entregar um mimo e fazer os agradecimentos, conseguiram tirar o ânimo dos fiéis durante todo este sábado (2) de homenagens a Iemanjá, orixá das águas, reverenciada pelo Candomblé. A Festa do Rio Vermelho, que acontece desde 1924, organizada pelos pescadores, começou nas primeiras horas do dia, com uma alvorada de fogos de artifício, mas teve o ponto culminante por volta das 17h, com a entrega das oferendas em alto mar.

 

 

Data: 2 de Fevereiro

Acontece em: Salvador

 

 

 

 

 

 

Fonte:http://bahia.com.br/noticias/multidao-vai-ao-rio-vermelho-reverenciar-o-orixa-iemanja/

 

Festa de Itapuã

Lavagem de Itapuã Lavagem de Itapuã - Foto: Jota Freitas Lavagem de Itapuã - Foto: Jota FreitasA tradição da Lavagem de Itapuã, em homenagem a Nossa Senhora da Conceição e Iemanjá, teve início pelas mãos de uma antiga moradora do bairro, conhecida como Dona Niçu. A inclusão da lavagem das escadarias da Igreja de Nossa Senhora da Conceição de Itapuã na festa era um antigo sonho da moradora, que foi mantido pelos seus filhos mesmo depois do seu falecimento. Todos os anos, a festa reúne pescadores, baianas, ciclistas, capoeiristas e cavaleiros num misto de festa religiosa e profana.
Às duas da manhã os moradores já começam a ser acordados ao som de violas, banjos e bandolins. Às cinco horas, a alvorada com fogos anuncia a pré-lavagem das escadarias da igreja.

Como de costume, durante a manhã, a festa é embalada pelos blocos de chão, como “As Donzelas”, “Galera do Mar” e o tradicional “Malê Debalê”. Muitas barracas são montadas nas ruas e os foliões seguem a festa ao som dos trios elétricos. A lavagem oficial das escadarias acontece ao meio dia.

 

Data móvel: janeiro

Acontece em: Salvador

 

 

Carnaval

Carnaval Carnaval - Foto: Mateus Pereira Carnaval - Foto: Mateus Pereira

O carnaval é a mais expressiva manifestação da cultura popular brasileira. Em Salvador, são seis dias de festa no maior carnaval de rua do mundo. São 25 quilômetros de ruas bloqueadas, para a passagem de mais de dois milhões de pessoas por dia, que vão atrás dos trios elétricos, caminhões que são verdadeiros palcos ambulantes. Os foliões pulam, dançam e se divertem nos três circuitos localizados em diferentes lugares da cidade.

 

 

Data móvel: fevereiro/março

Acontece em: Salvador

 

Links:

Afoxés: uma manifestação herdada da África | Cadernos do IPAC – 4

O livro reúne artigos inéditos, documentos antigos, fotos, depoimentos e imagens de carnavais, um apanhado da história dessa importante manifestação cultural. Também chamado de candomblé de rua, por evidenciar e reconfigurar símbolos, posturas, cantos, ritmos, danças e outras manifestações religiosas trazidas por escravos negros, O Desfile dos Afoxés é caratecrizado pelo cortejo de rua que sai durante o carnaval. Em geral, os integrantes e fundadores de grupos de Afoxés do carnaval são vinculados a terreiros de candomblé.


Maragogipe: uma das jóias da bacia do Rio Paraguaçu | Cadernos do IPAC – 3

Com cerca de 120 páginas, 18 fotografias, no formato de 21 por 29,7 centímetros, fechado e artigos inéditos, entre os quais textos da antropóloga Nívea Santos, da historiadora Magnair Barbosa e parecer técnico do sociólogo Lula Rosa, o livro tem como objetivo difundir, salvaguardar a memória e provocar reflexão sobre essa manifestação cultural que tem mais de 100 anos de existência. Com três dias de duração o festejo mescla influências culturais tendo cânticos e instrumentos afro-brasileiros, além de caretas e pierrôs que desfilam pelas ruas remetendo ao carnaval europeu do século 19.

 

Catálogo Ouro Negro 2011

Edições ilustradas e bilíngües (português e inglês) traçam um perfil de todas as entidades que se inscreveram no programa em 2009, 2010 e 2011, com levantamento de informações sobre os afoxés e os blocos afro, de índio, samba, percussão e reggae de Salvador. A idéia é dar visibilidade aos grupos atraindo novos foliões e patrocinadores.

 

 

Infocultura

Infocultura nº6 - Carnaval 2010 – Comportamento dos Residentes de Salvador na Festa e suas Práticas Culturais

Revista de estudos econômicos na área de cultura publicada pela Superintendência de Promoção Cultural da Secretaria Estadual de Cultura (Secult-BA).

Fonte: http://www.saltur.salvador.ba.gov.br/home.php

Acessado em 01 Set. 2011

 

 

 

Festa da Boa Morte

Festa da Boa Morte Festa da Boa Morte - Foto: Elias Mascarenhas Festa da Boa Morte - Foto: Elias Mascarenhas

Porque a festa da Irmandade de Nossa Senhora da Boa Morte ocorre desde 1820, época do Brasil Império, e estende-se no tempo até os dias atuais, permanece com muita tradição e fé, na cidade de Cachoeira, localizada no Recôncavo Baiano, a 116 quilômetros de Salvador.

A Irmandade de Nossa Senhora da Boa Morte é composta por uma confraria de 23 mulheres cujos requisitos são descender de escravizados africanos, ser de candomblé e possuir mais de 50 anos de idade. De acordo com historiadores locais, a confraria surgiu quando um grupo de mulheres, ex-escravas, reuniu-se para conseguir a alforria de outros escravos da cidade de Cachoeira.

A festa da Irmandade tem fortes traços sincréticos e recebe influências da religião católica e do candomblé, muito forte na região do Recôncavo Baiano. Durante as festividades são realizadas missas na Capela de Nossa Senhora D'Ajuda e oferecidos carurus, feijoadas, maniçobas e cozidos, típicos pratos da cultura afro-brasileira.

A tradição desta confraria foi recentemente reconhecida como Patrimônio Imaterial da Bahia, em junho do ano passado, passando a contar com o apoio do Governo do Estado para sua realização.

 

Data: 13 a 17 de Agosto

Acontece em: Cachoeira/Ba

Link:

Caderno do IPAC - Boa Morte

 

Fonte: http://www.seppir.gov.br/noticias/ultimas_noticias/2011/07/festa-da-boa-morte-em-cachoeira-bahia-conhecimento-e-diversao

Acessado em 17 Ago. 2011



Santa Bárbara

  Caderno do IPAC Caderno do IPAC - Santa Barbara - Foto: Elias Mascarenha Caderno do IPAC - Santa Barbara - Foto: Elias MascarenhaPor volta de 1641, os comerciantes e trabalhadores do Mercado de Santa Bárbara, no Comércio, decidiram homenagear a santa. De lá pra cá, os festejos viraram tradição. Todo dia 4 de dezembro milhares de baianos assistem missas e fazem carurus em casa para reverenciá-la.
Santa Bárbara é uma das divindades mais cultuadas na Bahia. Ela é a madrinha do Corpo de Bombeiros e padroeira dos mercados. No candomblé, é representada pela divindade Iansã – santa guerreira, senhora dos raios, dos ventos e trovões.

Atualmente, as homenagens à santa duram três dias e iniciam-se com uma missa na Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, no Pelourinho, onde fica exposta a sua imagem. Em seguida, uma procissão percorre as ruas do Centro Histórico, passando em frente ao quartel do Corpo de Bombeiros. Durante o encerramento da festa religiosa, ocorre a distribuição do tradicional caruru, preparado por voluntários e servido de graça, sempre acompanhado de muito samba de roda e capoeira.

Data: 04 dezembro

Acontece em: Salvador

Link:

Caderno do IPAC - Santa Barbara - Estudo sobre Iansã

 

 

N. S. da Conceição da Praia

  Nossa Senhora da Conceição da Praia Nossa Senhora da Conceição da Praia - Foto: Adenilson Nunes/Agecom Nossa Senhora da Conceição da Praia - Foto: Adenilson Nunes/AgecomA mais antiga das festas religiosas do Brasil, o louvor a Nossa Senhora da Conceição da Praia é realizado desde 1550. A santa, padroeira de Salvador, do estado da Bahia e de algumas outras cidades pelo país a fora, recebe as homenagens de milhares de fiéis todos os anos no dia 8 de dezembro, num misto de festa religiosa e profana. O ritual das homenagens segue a tradição da novena pelas ruas do Comércio. Durante a passagem obrigatória pela Igreja do Corpo Santo, a imagem de São José junta-se às imagens de Nossa Senhora da Conceição da Praia e do Deus Menino.

A primeira capela em homenagem a Nossa Senhora da Conceição da Praia foi erguida em Salvador a mando de Tomé de Souza. Segundo alguns relatos, o próprio teria ajudado na construção. Alguns anos depois, foi demolida dando lugar à atual igreja, construída em 1739 pela família Albuquerque Cavalcanti. A capela foi tombada pelo IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) em 1938.

 

Data: 8 dezembro

Acontece em: Salvador



Festa de Santa Luzia

Santa luzia Santa luzia - Foto: Elói Corrêa Santa luzia - Foto: Elói CorrêaUma lenda datada do início do século XX teria dado início às romarias em louvor à Santa Luzia. Segundo ela, um cego que sentia muito calor resolveu lavar o rosto com a água de uma fonte na região do comércio. Ao levantar o rosto lavado pela água, o homem teria enxergado o azul do céu e, devido à forte emoção, teria morrido uma semana depois. Até hoje, centenas de fiéis formam fila para armazenar a água da Fonte de Santa Luzia, localizada numa gruta ao lado da Igreja de Nossa Senhora do Pilar. A igreja guarda a imagem da Santa desde o século XIX, quando um incêndio destruiu a sua capela que se localizava na região portuária de Salvador. A Festa se inicia às 5:30 da manhã do dia 13 de dezembro com uma alvorada de fogos. Várias missas se seguem durante a manhã e à tarde. Após a missa das 16:30 horas, uma procissão percorre as ruas do Comércio em direção à Basílica da Conceição da Praia. Ao longo das ruas, várias barracas montadas revelam o lado profano da festa em louvor à protetora da visão. O dia 13 de dezembro foi escolhido como data da festa por ser o dia da morte da santa.


Data: 13 Dezembro

Acontece em: Salvador

 

Fonte: http://www.culturafgm.salvador.ba.gov.br/index.php?option=com_content&task=view&id=27&Itemid=13

Acessado em: 16 Ago. 2011

Tradução

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